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10 de Jun de 2018

Meu Primeiro Conto

1 comentários

 

O misterioso e a noite sombria

 

Era um pequeno castelo esquecido pelo seu senhor, quase uma torre de vigilância onde não havia necessidade dela. Uma construção em pedra já gasta pelo tempo tinha um formato quadrangular, com outro quadrado menor na parte esquerda e uma torre igualmente quadrada na parte direita, alta apenas o suficiente para ultrapassar a copa das árvores da floresta que lhe tampava a visão frontal. Ao seu portão principal seguia-se um corredor que separava dois quartos onde a guarnição da fortaleza, não mais do que uns 30 homens, repousava, ao final deste o salão principal, com uma enorme mesa de madeira que era usada para todos os fins e alguns baús nos cantos, nesse salão duas portas laterais davam acesso à torre e ao quarto anexo, onde residia o comandante da guarnição e senhor da pequena fortaleza. Além da floresta ao norte, uma pequena colina ao sul, um rio barulhento a leste e um enorme descampado a oeste compunham a paisagem daquela ruína que um dia já foi um posto de fronteira mais agitado. Um lugar esquecido e amaldiçoado por todos aqueles que eram “honrados” com a tarefa de defender essas terras distantes.

A noite se fazia sombria e escura naquela noite, trovões distantes anunciavam que uma tempestade assaltaria o forte, no Maximo na próxima tarde, a ira do rio e a agitação dos cavalos no pequeno estábulo atrás da velha construção tornavam a noite ainda mais assustadora. De repente o silêncio caiu sobre o castelo, tão perturbador que a respiração dos homens se tornou audível, como se o próprio Deus, ou o diabo, tivesse calado os cavalos, o rio, o tempo. Instintivamente os que estavam acordados agarraram se aos seus amuletos e orações e o susto daquela mudança repentina já estava passando quando os soldados que guardavam o portão principal notaram uma forma humana saindo da floresta escura. O que parecia ser um homem vinha andando em direção ao castelo, carregando um saco em sua mão direita e a outra mão no cabo de sua espada, embainhada na cintura. Ao se aproximar foi interpelado pelo soldado, que o fez segurando uma besta na direção do estranho:

- Não desejo conflito cavaleiro, apenas tenho assuntos a tratar com o seu senhor que não podem esperar o despertar do dia!

- E o que é tão importante para trazê-lo aqui nessa noite maldita?

- Falo apenas com o seu senhor e não aceitarei ser interpelado por um inferior. Leve-me até ele ou será responsabilizado por sangue derramado em vão!

- O que um homem solitário e misterioso pode contra soldados armados e protegidos por rocha maciça?

- Cavaleiro, não serei eu a derramar seu sangue, mas seu próprio senhor, ao saber que negou audiência a um portador do selo real.

Ao dizer essas palavras o misterioso jogou ao chão um medalhão de aço com a insígnia do reino, uma peça que apenas os emissários do rei carregavam e que não podiam ser roubada facilmente.

Diante de tal evidência o soldado ordenou a outro que acordasse o comandante imediatamente. Em pouco tempo o portão se abriu e foi homem foi convidado ao castelo. A luz das tochas dentro do castelo revelou um homem em trajes escuros, quase negros, ou negros, era difícil precisar com a luz luxuriante, suas feições eram escondidas por uma enorme toca e um manto que cobria todo seu corpo até a altura das canelas. Escoltado por dois soldados com espada em punho o misterioso caminhou até o salão principal e sem que se percebesse um rastro de gotas vermelhas e viscosas se formava pelo seu caminho. O salão principal estava escuro, apenas uma tocha, acendida as pressas impediam a escuridão total, sentado à mesa, com um misto de curiosidade e aborrecimento, um homem aparentando uns 50 anos, com cabelos até os ombros, castanhos, mas que já demonstrava sinais de velhice aguardava vestido com um manto azul e cercado por quatro soldados.

- O que trás um mensageiro real a minha casa nessa noite? O que pode ser tão urgente para não esperar o sol despontar no horizonte? – as palavras demonstravam aborrecimento pela visita inesperada.

- Meu senhor Balyan, comprimento vos já implorando seu perdão pela hora indevida.

- Prossiga, não te preocupes com formalidades há essa hora!

- Meu senhor está inteirado da praga que assola essas terras, uma praga que nem seus bravos soldados conseguiram abater e que é o motivo da vossa desgraça. Esses assaltantes há anos vêm perturbando vossos sonhos.

- Me acordaste para zombar da minha eficiência em servir ao reino?

- Jamais, o que me trouxe aqui hoje é o fim de seu infortúnio. Deve estar ciente que os emissários do rei passarão por essas bandas em dois dias no máximo, eu suponho.

- Sim, aquelas víboras deverão chegar aqui ainda por essa semana. Aqueles bastardos nunca são portadores de Boas notícias! Mas aonde quer chegar, vamos fale! Não tenho a noite toda

-Não chegarão!

- Como é?

- Este selo que carrego não pertence a mim, encontrei-o há três dias no pescoço de um cadáver ensanguentado.

Ao ouvir tal revelação lorde Balyan ergueu o punho assustado e os soldados cercaram o misterioso, que não chegou a esboçar reação, a não ser por um leve e discreto sorriso antes de prosseguir com o relato:

- Não fui eu que assassinei o emissário, eu o enterrei no mesmo local, próximo a uma pequena ponte a algumas léguas do vilarejo, o que pode facilmente ser verificado por seus homens.

- Ainda não entendi, o que deseja? Recompensa pela informação? Como se isso fosse obra merecedora de mercê! –a risada de lorde Balyan demonstrava clara irritação com aquele estranho.

- Apenas desejo servi-lo meu senhor e como prova da minha lealdade trouxe a cabeça dos assassinos. – Jogou o saco sobre a mesa deixando escorrer o sangue que impregnava o pano.

Alguns soldados notaram um brilho nos olhos do homem misterioso ao ver o sangue que escorria do saco.

- Mas esses daí são...?

- Sim meu senhor, o flagelo que assombrava camponeses e nobres dessa região a anos, eu segui o rastro desses três até a fronteira e além e fiz a justiça cair sobre eles em seu nome, meu Lorde Balyan! – curvou-se respeitosamente em sinal de submissão.

- Qual seu nome...rapaz?

- Luhien, meu senhor. Por anos vaguei pelos reinos, mas encontrei aqui uma razão para me fixar e se for da vossa vontade, desejo fazer meu nome defendendo o seu, me tornarei seu campeão.

- Muito bem Luhien, creio que seus argumentos são plausíveis, mas por segurança ficará preso na torre até que meus homens verifiquem a sua história e encontrem a sepultura do emissário. Se concordares com isso, seja bem vindo ao forte Rendum e que sua bravura o traga recompensas à altura.

- Perdão, Lorde Balyan. Não pretendo viver sobre essas pedras. Sangrarei em tua honra e atenderei seu chamado, mas não ficarei sobre seu teto. Meu trabalho necessitará de liberdade para que melhor possa servi-lo.

- E como então saberá quando for chamado?

- Eu saberei quando precisar de mim e virei ao seu encontro essa é uma terra calma, fácil saber quando algo acontecer.

- Muito bem Luhien, aceito seus termos e como recompensa por livrar-nos desses vis bárbaros vais receber a insígnia de Rendum e três bolsas de ouro, uma para cada cabeça. Agora voltarei para meu sono, com a certeza de que nos veremos ainda muitas vezes.

- Certamente, meu Senhor Balyan! – Curvando-se respeitosamente Luhien se vira e sai, acompanhado de dois soldados, ainda apreensivos com a estranha figura.

Ao chegar ao portão um grande raio cai sobre a floresta iluminando tudo por um instante e revelando as feições pálidas e esguias de Luhien. Caminhando lentamente pela mesma direção que havia chegado o homem misterioso torna a desaparecer na floresta, segundos depois os animais voltam a se agitar e o rio se enfurece de novo, causando calafrios aos homens no castelo.

-Senhor, é sábio confiar num estranho que aparece no meio da noite carregando cabeças decepadas? Perguntou um dos guarda costas de Balyan.

-Meu caro, não é nada sábio desafiar num estranho que aparece no meio da noite carregando cabeças decepadas, sinto que esse homem, se é que é um homem precisa ser tratado de forma cautelosa. Mas vejamos, se ele quer nos servir, vejamos onde isso levará.

No interior da floresta, Luhien tira o capuz revelando uma vasta e lisa cabeleira, com um sorriso maléfico contempla o céu por um bom tempo, seu plano dera certo, era hora de provocar o caos e pelo caos conquistar o poder desejado, esperava por isso há cem anos, mas agora tinha a força necessária. Em pouco tempo à noite o deixaria, hora de procurar abrigo. Movendo com velocidade quase divina transformou-se em sombra e desapareceu, como se nunca estivesse ali.

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  • Eu sou um mestre novo, mestrei umas 3 campanhas anteriores que duraram apenas 1 sessão kkkk. Achei um mapa pronto na internet e já consegui pensar em alguma coisas pro cenário: A aventura vai começar em uma taverna chamada Bárbaro Rastejante na cidade de Surothel, durante uma festa a filha do taverneiro é assassinada por um Doppelgänger que é um assassino de aluguel famoso no continente inteiro. A filha do taverneiro ia herdar um cajado mágico de sua tia, esse cajado aponta um grande tesouro, quando um herdeiro de alguma herança é morto, é tido como tradição um campeonato em um coliseu e o vencedor ganha a herança. Quem contratou o assassino foi um nobre que a muitos anos atrás teve um caso com a tia da herdeira, ele descobriu sobre a herança e matou a amante e sua herdeira com o objetivo de ganhar a batalha no coliseu e assim ficar com a herança. Os PJ's vão ser contratados pelo taverneiro para descobrir quem matou sua filha e o por quê. Até agora eu pensei nisso, eu queria pedir ajuda sobre como prosseguir a história a seguir, algumas ideias de cenário, NPC's e qualquer comentário sobre a aventura. Obrigado.
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  • estou com uma dúvida de como fazer uma estrutura da historia de rpg de uma forma dinamica. Pode me ajudar?